Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 17/09/2020

Durante a quarentena, os casos de violência doméstica aumentaram. Esse número cresceu devidos alguns fatores que são inevitáveis no o isolamento social. A agressão não é apenas tortura física, são também psicológicos, que geram sérios problemas.

A priori, uma pesquisa feita pela revista OGlobo, diz que houve aumento de 50% no número de denúncias de violência doméstica desde que o isolamento começou, isso acontece porque o convívio familiar se intensificou  muito, ou seja, a vítima passa muito mais tempo com seu agressor, além da facilidade que o malfeitor encontrou, já que as chances de ocorrer uma denúncia contra ele são menores, pois a mulher não tem muitas oportunidades de se livrar dele para denuncia-lo. Antes do isolamento, esse ato era mais fácil, já que a vítima poderia buscar por ajuda no ambiente de trabalho, por exemplo, quando seu agressor estivesse longe.

Ademais, as agressões podem ser feitas de forma física, porém é muito comum ocorrer em sua forma psicológica, onde o agressor está, constantemente, rebaixando sua mulher e dizendo coisas negativas. No livro ‘‘A hora da estrela’’ Clarice Lispector nos mostra esse tipo de maus tratos, já que o namorado da personagem Macabéa está sempre insultando a moça e dizendo coisas horríveis a seu respeito para ela própria. Esse tipo de agressão se faz muito presente na sociedade, porém, muitas vezes, é deixada de lado por não se manifestar através de marcas, visíveis, pelo corpo, mas esse também é um problema sério que deixa muitas sequelas e pode gerar doenças psicossomáticas, além de ansiedade, depressão e outros transtornos psicológicos, que fazem com que a vítima tenha dificuldades de se relacionar socialmente e problemas com autoaceitação.

Urge, portanto, que a violência doméstica está cada vez mais presente, principalmente durante o isolamento social. O Conselho Nacional dos Direitos Humanos, órgão responsável pela promoção e defesa dos direitos humanos, em parceria com a Polícia Federal e ONG’s que possuem atendimento psicológico poderiam promover rondas periódicas no bairros para fiscalizar a segurança doméstica, para que possam denunciar e pedir ajuda discretamente, por meio de um projeto de lei que seria apresentado ao poder Legislativo, tendo como objetivo diminuir os casos de violência doméstica.