Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 30/09/2020

Dentro de casa, sendo obrigadas a conviver com seus agressores por mais tempo, muitas mulheres tendem a sofrer mais violência doméstica no período de quarentena. Nesse cenário, considerando a incerteza que se tem sobre a duração do isolamento, é justo deixar nossas cidadãs sendo agredidas em seu único suposto ambiente seguro sem nenhuma intervenção pública?

Nesse âmbito, é notável que o isolamento social tem impactado negativamente a saúde mental de grande parte da população. Como consequência, discussões e conflitos entre casais vem se tornando cada vez mais comuns e podem desencadear em agressões com mais frequência. Inegavelmente, o cuidado com o psicológico individual é importante para o combate do aumento dos casos de violência doméstica.

Entretanto, tais problemas psíquicos não justificam a violência cometida pelos agressores, mas sim intensificam a verdadeira mentalidade desses indivíduos. Nesse pensamento, de acordo com a lei de número 10.886, a agressão doméstica é crime, e os praticantes dessa ação tem, muitas vezes, potencialidade de executar atitudes piores. Portanto, faz-se incogitável ignorar um cenário como esse.

Posto isso, sobre a violência doméstica, é indubitável que o engajamento precise abranger tanto a população, quanto os órgãos públicos. Assim sendo, devem existir centros de denúncia acessíveis e eficientes, que por parte do governo promovam apoio jurídico e psicológico às vítimas. Além disso, a mídia deve por meio das redes sociais, ferramenta que é de muito uso no período de isolamento social, abranger a temática tanto no quesito de denunciar, quanto na gravidade do crime, e assim despertar a sociedade para esse problema.