Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 20/09/2020
A pandemia de coronavírus e sua consequente quarentena inseriu a sociedade em um cenário de tensão sem precedentes neste século. Como resposta a esse sentimento aumentou-se o consumo de bebidas alcoólicas e de ansiolíticos e antidepressivos segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade. Conjuntamente, os dados sobre violência doméstica também demonstraram crescimento durante este período e não é por acaso.
Substâncias psicoativas, como as citadas anteriormente, agem sobre as sensações, o grau de consciência e o estado emocional do usuário, provocando alterações diferentes em cada metabolismo. Tal fato impossibilita a previsão dos efeitos colaterais que serão sentidos pelo destinatário da receita médica, só sendo então descobertos após semanas de uso contínuo.
Em relação ao álcool, segundo um estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde, a média de consumo brasileira é maior do que a média global, o que não atesta a responsabilidade da população para com esse material. Pelo contrário, as taxas de brigas entre alcoolizados e acidentes de trânsito causados pelos mesmos também destacam-se pela sua amplitude.
Diante do exposto, nota-se o poder de determinadas substâncias sobre as pessoas e as suas repercussões no coletivo. Na circunstância atual torna-se urgente a intervenção do Estado, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, na conjuntura brasileira visando a conscientização tanto de possíveis agressores quanto de possíveis vítimas, que por sua vez devem ser público-alvo de programas de denúncias e amparo. Desta maneira, será executável o combate a este problema social em duas frentes: empenhar-se para que ele não aconteça, e responsabilizar-se pela mulher violentada caso o fato tenha ocorrido.