Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 22/09/2020

Vivemos, inevitavelmente, em um mundo masculinizado. Onde o homem, por sua vez, nasce e se desenvolve constatando casos de violência contra a mulher dentro da sociedade. Portanto, partindo deste fato, podemos afirmar que a violência doméstica acaba se tornando “comum” para grande parte da população mundial nos dias de hoje. Indo um pouco adiante, pode-se também inferir que esta foi uma temática não muito debatida durante o chamado “Mundo Pandêmico”, o que acabou gerando um problema ainda maior para quem sofre de tal violência.

A crescente dos números que registram casos e/ou denúncias de violência doméstica no Brasil não param de crescer durante a pandemia. Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, subiu em 40% as denúncias desta violência em comparação com anos anteriores. Por um lado, alguns podem interpretar como sendo as mulheres se empoderando e indo à denúncia. Porém, infelizmente tem-se um aumento significativo nos casos de tal violência no Brasil.

Além disso, a desvalorização e omissão por parte da sociedade em relação a esse tipo de violência ainda é muito perceptível. Como disse o filósofo francês Jean-Paul Sartre, “Seja qual for a maneira como a violência se manifeste, ela será sempre uma derrota.”. Isso nos mostra que todo e qualquer tipo de violência deve ser bem apreciado e combatido, principalmente vindo da casa de cada vítima.

Visto isso, o debate acerca desta temática deve ser aprimorado e valorizado, para que possamos assim erradicar este estigma que permanece fortemente no nosso meio social. Nesse âmbito, o governo deve adotar programas voluntários já existentes em algumas comunidades do país para controlar, inicialmente no curto prazo, os casos dessa violência. Já a mídia, é necessário que use de seus canais de contato com a população para estimular a denúncia e se colocar contra os agressores, como forma de se opor à violência doméstica. A partir disso, o nosso país poderá sair das amarras históricas da violência doméstica.