Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 22/09/2020

Muito se debate, atualmente sobre a situação da mulher em casos de violência doméstica e seus direitos femininos que na maioria das vezes são desrespeitados ou até mesmo esquecidos. Além disso, um fato que sempre deve ser lembrado é que essa pandemia não acarretou a violência doméstica(que pode ser caracterizada como agressão psicológica, sexual, ou algum dano moral), mas apenas aumentou os casos, visto que, estamos passando mais tempo em domicílio nos tornando assim um alvo mais indefeso.

Sendo assim, a violência familiar não tem início pela agressão física, mas a agressão é a última etapa. Entretanto, na maioria das vezes as mulheres são desacreditadas e injustiçadas , ocorre em alguns casos que as crianças podem ser até afastadas de suas mães , simplesmente por acreditarem que elas estejam se fazendo de vítima. Diante disso, o responsável pelas agressões é o próprio parceiro (marido, namorado, amigo ou ex) com quem convivem diariamente, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado (FPA/Sesc, 2010).

Durante essa pandemia, o número de denúncias aumentou 34% entre março e abril deste ano (2020), mas mesmo assim, uma grande parte das mulheres ainda não denuncia o seu agressor ou pelas ameaças que o mesmo faz, ou por terem medo dele afetar pessoas próximas á vítima. Ademais ,o grande convívio entre os parceiros nesse momento de muita ansiedade, tensão e medo, certamente tem elevado mais ainda os casos.

Desse modo, uma medida bem importante e útil é sempre oferecer para as mulheres ambientes e pessoas seguras para que possam se sentir firmes em contar o que está acontecendo em casa. Assim sendo, deveriam haver campanhas desenvolvidas pelo próprio governo do respectivo país para tentar minimizar essas comuns circunstâncias que nenhuma mulher ou criança tem o direito de suportar e levar como trauma ou resquício  para o resto da vida.