Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 23/09/2020

A violência doméstica é um abuso físico ou psicológico de um membro de um núcleo familiar em relação a outro, com o objetivo de manter poder ou controle. Esse abuso pode acontecer por meio de ações ou de omissões. A maioria das vítimas desse crime são mulheres. Essa violência pode assumir diversos tipos, incluindo abusos físicos, verbais, emocionais, econômicos, religiosos, reprodutivos e sexuais. Atualmente, com a pandemia causada pelo COVID-19, o número de casos relacionados a essa violência aumentaram, o que é ligado diretamente ao isolamento social obrigatório, que foi uma medida adotada durante a pandemia para combater o vírus.

De acordo com os dados de uma parceria entre cinco mídias independentes que monitoram os casos de violência doméstica durante o isolamento social, aponta que 195 mulheres sofreram de feminicídio entre Fevereiro e Março de 2020, meses que estavam ocorrendo o isolamento obrigatório. O que é uma taxa bem elevada comparada ao número de casos desse tipo de crime nos 9 primeiro meses de 2019, que demarcaram que cerca de 119 mulheres foram agredidas. Logo, confirma-se a ideia de que houve aumento significativo de violência doméstica durante a pandemia.

Visto isso, o aumento nos casos de violência doméstica durante a pandemia acontecem principalmente pela adoção do isolamento social, pelo fato de que com a adoção dessa medida, as vítimas estão sendo obrigadas a conviverem ainda mais com seus agressores, logo pode-se dizer que levou o aumento da exposição do indivíduo aos seus malfeitores. Ademais, as agressões podem ser causadas pelo aumento radical do estresse e tensão, que são alguns dos problemas mentais que o isolamento social pode trazer.

Como solução para erradicar os casos de violência doméstica durante a pandemia, é de extrema necessidade que os indivíduos que sofrerem dessa violência contatem as autoridades e instituições que prestam atendimento psicológico e jurídico as mulheres, ademais o governo deve fornecer abrigos para as mulheres em risco, e ainda investir na ampliação de divulgação dos serviços de denúncia.