Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 23/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos a eixo social saúde e ao bem-estar social. Não obstante, o crescimento da improcedente violência contra a mulher impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
O isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que contribui para sucessivas tensões aliadas ao consumo de álcool e incertezas durante tempos de pandemia. Nesse sentido, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) anunciou que apenas em Março, o primeiro mês da quarentena, ocorreu um aumento de 9% no número de chamadas de “Ligue 180” que recebe denúncias de violência contra mulher. Diante do exposto, evidentemente as mulheres sofrem não somente com a pandemia, como também com as injustiças causadas pela desigualdade de gênero.
Além disso, faz-se imprescindível salientar a falta de educação e equilíbrio mental dos indivíduos como impulsionador da violência doméstica. Já dizia o filósofo alemão Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Diante de tal contexto, percebe-se que a violência contra mulher é uma consequência de uma educação precária onde o respeito e a cidadania não foram absorvidos pelo agressor.
Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para minimizar este crescimento de violência doméstica não somente durante o isolamento social, quanto também em épocas ordinárias. Dessa maneira, urge que as escolas discutam problemáticas como a violência doméstica através de aulas sobre ética social e palestras, a fim de conscientizar e preparar seus alunos como evitar e agir diante dessas situações. Entretanto, além da educação, também é preciso que o governo aumente as punições para os agressores, com o objetivo de a partir dessas ações promover uma melhora na participação da mulher na sociedade.