Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 23/09/2020
Entre todos os acontecimentos deste ano, é possível retratar o aumento considerado da violência contra a mulher durante esse período de quarentena. Um dos aspectos notáveis desse aumento é a permanência de mulheres por uma maior quantidade de tempo em casa, o que pode gerar abertura para que seus parceiros realizem as agressões. Além disso, ao aumentar a presença do agressor em casa, se torna mais difícil realizar uma denúncia ou relatar o caso para pessoas do convívio social da vítima.
A priori, percebe-se que ao ficar em casa para se proteger do contágio, muitas mulheres acabaram sofrendo de outros problemas. Em crescente ao isolamento social, os casos de violência, que já haviam 1.23 milhão de casos de violência relatados entre 2010 e 2017, como dito no site politize, apresentaram um aumento de 44,9% no estado de São Paulo. Sendo assim, ao se manter em casa as mulheres correm até mais perigo do que ao sair.
Em segundo plano, percebe-se que o contato com o homem durante essa época torna ainda mais complexo prestar uma denúncia. Relacionando-se com isso temos o longa metragem “O quarto de Jack”, que retrata Joy e seu filho Jack vivendo isolados em um quarto na qual o único que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick, o homem que os mantém em cativeiro. Com isso, percebe-se que ao isolar-se com seu agressor prestar uma denúncia direta pode ser um processo muito complicado.
É preciso, portanto, que ocorram mudanças perante as situações atuais. O governo deve possibilitar, de modo simples e direto, outras maneiras de denúncia, para que as vítimas consigam realizar isso de modo discreto. Por meio de campanhas de conscientização, como a campanha do X vermelho que começou em Santa Catarina, que possibilita que as mulheres demonstrem que estão sofrendo agressões de modo que seu agressor não perceba. Fazendo com que, as vítimas recebem ajuda e se sintam mais acolhidas, diminuindo as ocorrências como essas.