Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 23/09/2020
Aumento da violência domestica no período da quarentena
Os casos de violência doméstica e feminicídio tem aumentado cada vez mais no ano de 2020, e um dos maiores agravantes desses casos tem sido a quarentena. Com o aumento da convivência diária entre a família pode haver um crescimento nas tensões familiares. Outro ponto que deve ser destacado é que com aumento da ansiedade, e da incerteza, as pessoas aumentam o consumo de álcool, facilitando para que esses casos ocorram. E em adição a isso, por conta da quarentena é dificultado o processo de pedir e receber ajuda.
Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), recentemente, nesse período de pandemia, houve um crescimento de 38% na venda de bebidas alcoólicas nas distribuidoras e 27% nas lojas de conveniência do país. É comum a ideia errônea de que pode-se beber “para relaxar”, e que em pequenas quantidades, o álcool provoca desinibição. Contudo, esses aspectos que parecem tão convidativos sobre a bebida, podem acabar trazendo efeitos contrários, pois com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, os homens que já apresentam comportamento violento tendem a ficar mais violentos.
Com o aumento da convivência diária, confinamento e isolamento social, as chances para a mulher pedir ajuda sem que seja notada pelo companheiro diminuem muito, e perante essa nova realidade é bem mais fácil para que o agressor aja violentamente, uma vez que seria como se não houvessem consequências para suas ações, assim revelando sua face verdadeira apenas quando sabe que não sera pego, deixando a vítima sem opções e intimidada.
Desse modo, visando diminuir os casos de violência doméstica e criar um modo para que as vítimas reportem quando estiverem sofrendo essa violência e maus tratos, a sociedade civil iniciou uma campanha com diferentes formas não verbais para pedidos de socorro, e estes já viralizaram nas redes sociais. No entanto, não cabe apenas a sociedade lutar contra esse mal, as ações também devem partir das entidades governamentais, por meio lei e punições mais rígidas ao agressor.