Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 24/09/2020

Caso de violência doméstica na quarentena

O aumento de casos de violência doméstica foi de cerca de 50% apenas no Rio de Janeiro, mas aconteceu o avanço nos casos em todo o mundo. A maioria das mulheres não denunciam o seu agressor ainda, por medo das atitudes dele. Com as medidas de isolamento social para quem pode ficar em casa, houve o questionamento dos governos em todo o mundo em que relatam aumento nas denúncias de violência doméstica.

Algumas mulheres deixam de denunciar os agressores, pois vivemos em uma sociedade muito machista e patriarcal que culpa a mulher pela agressão, pelo fim de uma relação, especialmente se envolver filhos, e que desestimula essa mulher a denunciar.

Pelo conceito da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), podemos considerar violência doméstica e familiar: “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. No conceito legal fica claro que a violência pode ser física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial.

A violência, na maioria das vezes, ocorre pelas mãos dos companheiros, ex-namorados ou familiares próximos. Alguns fatores sociais e econômicos vêm contribuindo para esse aumento. A dependência financeira advinda da onda de desemprego causado pelo vírus. Segundo o MMFDH, houve aumento de 37% nas ligações durante o mês de abril, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Alguns estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, registraram um aumento de quase 50% no número de registro. Para diminuir devem aumentar as iniciativas do ministério para fazer diversas campanhas, produzir informes, cartazes e panfletos com orientações de segurança para mulheres e informações para toda a vizinhança. Além de por medidas protetivas de urgência para casos do aumento de violência doméstica.