Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 26/09/2020
Se perpetuou por muitos séculos a ideia de submissão e inferiorizarão da mulher, essa concepção resultou em uma cultura de violência doméstica, e ficou cada vez mais comum a agressão a mulher em ocasiões em que as mesmas incomodassem o companheiro de qualquer forma. Durante o processo de quarentena, famílias foram obrigadas a aumentar sua convivência, o que acarretou em um aumento das tensões que podem resultar em violência doméstica.
Ao decorrer da quarentena, houve um grave aumento de casos de violência, já que hábitos que antes podiam ser ignorados, começaram a ser motivo de grandes tensões. Pesquisas realizadas pelo Fórum Brasileira de Segurança Pública (FBSP) mostrou que houve um aumento da quantidade de casos de violência doméstica em 6 estados brasileiros, incluindo São Paulo onde houve um aumento de 44,9% de casos reportados a polícia. Logo, é possível concluir que o isolamento complicou muitas relações familiares.
Além disso, em decorrência do aumento de casos de violência doméstica, muitas empresas estão fazendo campanhas para combate e denuncias de casos do tipo. Durante a quarentena, houve a criação da campanha “Sinal vermelho”, diversas empresas, principalmente farmácias adotaram a ação, nela, se o indivíduo estiver sofrendo algum tipo de agressão, ele pode desenhar um “x” em vermelho na palma da mão, e um funcionário da empresa irá realizar a denúncia. Então nota-se que embora os números tenham crescido, a denuncia foi facilitada.
Destarte, nota-se que houve um aumento nos casos de violência doméstica, ocasionado principalmente, pelo aumento das tensões familiares. Conclui-se, que para evitar a ocorrência de violência doméstica nas residências, o governo deve implementar de forma mais severa as leis contra o esse tipo de agressão, além de que a mídia deve usar sua voz para promover campanhas como a “Sinal vermelho”, visando uma melhor convivência familiar e diminuição de agressões domésticas.