Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 29/09/2020
A violência doméstica não é novidade no Brasil. Desde do século XVII, as mulheres brasileiras sofrem com agressões físicas e/ou psicológicas. Além disso, com o isolamento social é perceptível o aumento dos casos, pois a ansiedade e o estresse passam a fazer parte do cotidiano. Nesse âmbito, percebe-se que são necessárias políticas que auxiliem a mulher nesse momento tão delicado.
Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, as denúncias contra agressores aumentaram em 40% durante a quarentena. Percebe-se então, o agravamento de um cenário infelizmente já comum, gerado pela perda de empregos, pela crise econômica, pela angústia, pelos pensamentos sobre o futuro incerto e, finalmente, pela quebra da rotina. Assim, o desenvolvimento de iniciativas que trabalhem com esses fatores é indubitável.
Além disso, como dito pelo secretário geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, “[…] para muitas mulheres e meninas, a ameaça parece maior onde deveriam estar mais seguras: em suas casas.”. Essa realidade se destaca principalmente em comunidades mais humildes, como nas favelas, nesses locais não existe uma fiscalização frequente, além disso, o medo de denunciar é grande, pois as vítimas sofrem ameaças para não praticarem essa ação. Logo, reforça-se a necessidade de se proteger a mulher, não só no isolamento social, mas em todos os momentos.
Posto tudo isso, para a redução dos casos de violência doméstica devem ser criadas políticas pelas comunidades que auxiliem as vítimas dessa prática e que a previnam. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Segurança Pública deve criar campanhas que busquem conscientizar a mulher sobre a importância das denúncias. A punição dos agressores de maneira justa feita pelos órgãos governamentais é imprescindível. Ademais, a criação de projetos por ONGs, que trabalhem a manutenção da saúde mental, deve ser realizada.