Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 29/09/2020

O machismo é algo que sempre esteve enraizado na cultura mundial. Até hoje, mulheres são submetidas e inferiorizadas, a ponto de sofrerem agressões físicas e verbais de seus “donos”. Apesar do esforço árduo que muitos fazem para extinguir essas desigualdades, é algo muito mais complexo para acabar tão facilmente. A violência contra a mulher sempre foi uma questão gravíssima no Brasil. O problema já era imenso e ficou ainda pior com o isolamento social, decorrente da pandemia pelo Covid-19.

Os dados indicam que houve menos registros de ocorrências de crimes contra mulheres em todo o país. Essa queda ocorreu justamente porque milhões de mulheres estão confinadas com seus agressores em casa, muitas em verdadeiro cativeiro, o que prejudica a denúncia em delegacias. Embora a possibilidade de acusação de crimes tenha caído, a ocorrência de feminicídio aumentou no Brasil de forma expressiva. Portanto, a pandemia “auxiliou” esses homens opressores, logo, as mulheres continuam sofrendo essas injúrias e desrespeitos.

Em razão desse cenário, foi criada a Lei 14.022/20, que dispõe sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar durante a pandemia do novo coronavírus. Também foram promovidas campanhas informativas sobre prevenção à violência e acesso a mecanismos de denúncia. Mas, apesar de todas essas medidas, inclusive as já existentes, é necessário uma mudança na cultura brasileira, um fim nesse patriarquismo e machismo tão presos ainda no nosso dia a dia.

Nesse âmbito, é necessária a mudança de mentalidade da própria mulher, uma reflexão sobre seus papéis na sociedade. A verdade é que muitas mulheres precisam de apoio para compreender o poder e o potencial que possuem. Mais do que nunca, é necessária a união de todos nessa causa. Além disso, o governo poderia criar mais campanhas para incentivar mulheres vítimas desses abusos a denunciarem, já que a maioria delas não denunciam seus agressores.