Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 30/09/2020
O isolamento social foi a medida mais lógica a ser adotada nos meses que seguiram o começo da atual pandemia de COVID-19. No que concerne a impasses defluentes do isolamento, a lista pode seguir por centenas de parágrafos; a falência de pequenos negócios, prejuízos para o sistema de saúde, dificuldades no setor de educação et cetera. Mas um problema que chamou muita atenção foi o aumento da violência doméstica durante esse momento particularmente desastroso. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favoreceram esse quadro.
Sem acesso a intervenções psicológicas, muitas vezes crianças traumatizadas tornam-se os adultos com papel opressor na violência doméstica. “Pelas pesquisas, a gente vê que quase 90% dos abusadores foram abusados também na infância, estando essa violência dentro de um ciclo, quem foi abusado, abusa quando chega à fase adulta.” Psicóloga Cristiane Ligier afirmou. Em sociedade, a demonização de tratamentos psicológicos gera uma grande quantidade de pessoas violentas.
Outrossim, nesse período, as vítimas de abuso estão constantemente com seus abusadores por perto. Pessoas que moram com seus parceiros, estão agora mais propensas a sofrerem abuso. O afastamento de familiares e amigos, que já acontece comumente em relacionamentos abusivos, é agora obrigatório, limitando assim interação social para com apenas o agressor. Nesse caso, manipular a vítima é drasticamente mais fácil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para garantir a solução desse impasse. Uma forma de minimizar o problema é aumentar o investimento por parte do ministério da mulher, da família e dos direitos humanos em políticas públicas sobre o tema em questão. O ideal seria a criação de anúncios informativos espalhados pelas redes sociais mais usadas no país, assim, ajudando pessoas com pouca informação a identificarem sua situação e encorajá-las a fazer uma denúncia.