Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 01/10/2020
É evidente que a violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta há milhares de anos. Não só a violência física, mas também a violência verbal e psicológica é presente na vida de não só a violência física, mas também a violência verbal e psicológica ainda são presentes na vida de muitas mulheres, sendo que, atualmente, perante a pandemia do Covid-19 essas necessitam ficar em casa e, por consequência, acabam estando expostas mais facilmente a esse tipo agressão. E a maioria das pessoas tendo que ficar em casa, muitas mulheres estão correndo tanto perigo quanto se estivessem nas ruas, sendo que seus inimigos estão ainda mais perto.
Com efeito, é mandatório que o Poder Público atue de modo a minimizar os efeitos deletérios das medidas adotadas como forma de enfrentar o novo coronavírus. Nesse sentido, além de outras ações que visem a conter os impactos da pandemia na vida das mulheres, as quais representam parcela da população mundial brutalmente atingida pelo novo vírus, a ONU Mulheres recomendou que as comunidades afetadas pela Covid-19 priorizassem os serviços de prevenção e resposta à violência de gênero.
No Brasil, os índices já eram bastante acentuados antes da pandemia: de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, a cada dois minutos uma mulher realiza registro policial por violência doméstica no país, o que totalizou, em 2018, 263.067 casos de lesão corporal dolosa. Alarmantes, também, são os índices de violência sexual, praticada, na maior parte das vezes, no âmbito doméstico — 75,9% das vítimas possuem algum tipo de vínculo com o agressor, não raro seu cônjuge, pai, padrasto, avô, tio, irmão.
Assim sendo, fica claro como as mulheres brasileiras precisam de amparo nesse momento. Fica a critério do governo, aderir meios que irão ajudar essas mulheres, como por exemplo, utilizando linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, e disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências. Por fim, talvez dessa forma a mulher brasileira fique segura em sua própria residência.