Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 02/10/2020

O livro de Pierre Bourdiau “A dominação masculina”, é uma análise crítica sobre a imposição de poder do homem sobre a mulher, reproduzido culturalmente por comportamentos agressivos. Isso acontece devido a um ideal de patriarcalismo impulsionando o panorama de poder,  no auxiliando debate dos casos de violência domestica, principalmente na pandemia. Assim, entre os fatores que contribuem para solidificar essa realidade, pode-se destacar a violência naturalizada juntamente à ausência de uma legislação rígida.

Em primeiro lugar, cabe abordar à cultura de superiorização do homem em relação a mulher somada a negligência governamental tendo como efeito a contínuo ciclo desse crime. Esse cenário ocorre pela falta de politicas voltada para atender as necessidades das vítimas. Exemplo claro desse cenário é o caso da Maria da Penha, mulher violentada durante anos pelo marido tendo repercussão após lutar para que seu agressor viesse a ser condenado, pois a falta de instrumentos legais impossibilitava condenar o agressor.

Em segundo plano, a naturalização presente na sociedade que prioriza o masculino tem como consequência o quadro de abusos constantes contra à mulher. Tal situação ocorre pela condição histórica cultural de impor papéis de superioridade, marcado pela necessidade de poder.  Ilustra-se essa questão no livro “A cor púrpura”, na qual a personagem principal relata os diversos problemas que enfrenta na sociedade apenas por ser mulher, sendo um deles a agressão dentro de sua casa.

Diante do exposto, é fundamental o combate dos casos de violência doméstica no país, principalmente, em situações como ao isolamento social. Nessa lógica, é importante que o Poder Legislativo, por meio de um projeto de lei, reformular a Lei Maria da Penha, endurecendo o tratamento aos agressores sendo o aumento da pena e serviço de atendimento e acolhimento com o objetivo de proteger as vítimas durante os processos em andamento. Como efeito social, reduzir os casos e potencialmente desconstruir padrões de violência na sociedade.