Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

De acordo com o site Politize, os casos de violência doméstica antes da pandemia já eram elevados, cerca de 1.23 milhão de casos de violência relatos entre 2010 e 2017. Mostrando que, mesmo sem a quarentena os índices já eram altíssimos, isso sem contar os casos que não foram denunciados por conta da vítima ter medo de denunciar ou pela dependência que ela tem sobre o agressor, seja por dinheiro ou outro elemento. Cabe a polícia junto ao governo, averiguar mais esta problemática para que, pelo menos os índices diminuam.

Vale ressaltar que as vítimas não conseguem denunciar por conta de chantagem ou violência psicológica, o agressor muita das vezes se põem como vítima e passa a culpa para a mulher que foi agredida, criando uma culpa sobre ela. Ameaças de que se for preso, ela não terá mais de onde tirar dinheiro, já que algumas mulheres deixam de trabalhar por causa dos hematomas no rosto ou no corpo, e acabam virando dependentes financeiramente do seu agressor.

Os casos de feminicídio cresceram em 22,2% em 12 estados durante a quarenta, afirma o site Agência Brasil. A convivência mais próxima com seus agressores é um dos fatores para este aumento, impedindo-as mais facilmente de ir à delegacia ou outros lugares para prestar socorro, deixando a vítima presa e sem poder pedir ajuda. Sem contar com a violência sexual que os agressores fazem também com a mulher desacordada, o que acaba criando traumas severos no físico e no mental da vítima.

Portanto, é necessário que a polícia com ajuda do governo melhore seu atendimento à casos de agressão doméstica. Sites, farmácias e outros também podem criar um meio de fazer uma denúncia sem que o agressor perceba. Só assim espera-se que esta problemática se sancione.