Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
Embora a violência doméstica seja considerada um crime diante da Constituição Federal, garantido pela Lei Maria da Penha, muitas mulheres ainda sofrem diariamente com relacionamentos abusivos. Principalmente durante a quarentena -em decorrência a pandemia do Corona Vírus- que deixou muitas esposas trancadas o dia todo em casa com maridos abusivos, e sem a possibilidade de pedir socorro. A falta de conscientização a respeito da causa também ajuda a agravar o problema, que causa danos físicos e psicológicos a saúde da vítima. Deste modo, é preciso debater sobre essa temática e buscar soluções para resolver este problema.
Ao longo da história da humanidade, a mulher foi tratada com inferioridade sendo submissa ao marido, eram impedidas de votar, trabalhar e estudar. Na Grécia antiga por exemplo - o berço do teatro- era preferível, um homem montar- se como uma moça do que deixar que elas interpretassem. Este sentimento de superioridade é visto frequentemente até os dias dias de hoje, e muitas mulheres são submetidas a diversos tipos de violência (física, verbal, ou sexual). E o recente isolamento social, infelizmente contribuiu para o aumento dos índices de agressão e feminicídio.
Durante o período de quarentena em 2020, as estatísticas de violência doméstica aumentaram cerca de 50% ( de acordo com dados fornecidos pelo jornal O Globo), a tensão do momento, o fato de não poder sair de casa, longe de parentes e familiares, fez com que os casos aumentassem ou piorassem, já que agora as vítimas estão presas com seus agressores o dia inteiro. Marisa Gaudio (diretora de Mulheres da OAB-RJ) disse “O convívio intenso, nesse momento de muita ansiedade e tensão, tem piorado os casos. Um pessoa que nunca bateu, por exemplo, pode ter descambado para a violência física.” Sendo assim, é preciso que haja incentivo à essas mulheres para que elas denunciem.
Portanto conclui- se que, apesar de não ser um problema recente, a violência contra a mulher deve ser combatida imediatamente. Por meios de campanhas de conscientização oferecidos pelo Ministério da Educação (Órgão responsável pela fiscalização e qualidade de ensino no país), sendo inserido nas escolas políticas e valores, ensinando as crianças o respeito mútuo, para que no futuro não haja mais este problema. E claro, junto com a conscientização é preciso incentivar as mulheres a denunciar. Deste modo as futuras gerações poderão viver em tranquilidade.