Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

Nesta quarentena está sendo difícil para todos, muitas pessoas  desempregadas, mulheres sofrendo  violência em suas casas, famílias que  perderam entes queridos devido ao, Corona vírus, junto disso o  isolamento  social fez crescer muito a violência doméstica. A razão é que,  isolada do  convívio social, a  vítima  fica refém do agressor e impedida de  fazer um  boletim de ocorrência na delegacia.

Desde o início da quarentena, em março, o número de denúncias  recebidas pelo canal ligue 180, do  Ministério  da Mulher, da Família e dos  Direitos Humanos, aumentou 17,9%, em todo o país, em  comparação com  o mesmo período de 2019. No mês seguinte, em abril, o crescimento foi de  37,6%. Além disso, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no estudo “Violência doméstica durante  a pandemia de Covid-19” apresentados em  maio, demostram que o feminicídio no país cresceu 22,2%  nos meses de  março e abril desse ano, se comparando ao período homólogo. Os dados  indicam que  houve menos registros de ocorrências de crimes dessa  natureza nas delegacias de todo o país. Consequentemente, houve a  redução da concessão de medidas protetivas de urgência para evitar o contato de agressores com mulheres.

Essa queda, certamente, ocorreu porque milhões de mulheres estão  confinadas com seus agressores em casa, muitas em verdadeiro cativeiro,  o que prejudica a denúncia em delegacias, mesmo com os sistemas  virtuais. Constata-se o acerto dessa conclusão pelo fato de que, embora a possibilidade de acusação de crimes tenha caído, a ocorrência de  feminicídio aumentou no Brasil de  forma expressiva.

Vale ressaltar também em razão desse cenário, foi sancionada a lei 14.022/20, que dispõe sobre medidas de enfretamento a violência doméstica e familiar durante a pandemia. Com a campanha sinal vermelho contra a violência doméstica, basta mostrar um x vermelho na  palma da mão  para que atendente ou farmacêutico acione a polícia e  encaminhe o devido acolhimento.