Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
O livro Cavalos Partidos, de Jeannette Walls, mostra a forma como a mulher sempre foi rebaixada, e como a sociedade patriarcal criava esteriótipos que diziam o que a mulher devia fazer e como se comportar, na época dos anos 1930. Portanto, quase 100 anos já se passaram, e a mulher ainda é obrigada a viver da forma criteriosa. Atualmente no Brasi, lcom a pandemia do Covid-19, houve um aumento significativo, não só na violência física, mas também a violência verbal e psicológica, uma vez que as vitímas estão mais próximas dos agressores.
Primeiramente, desde que a quarentena começou, o mundo tem assistido uma escalada no caso de agressões a mulheres dentro de suas casas. As mulheres idosas também estão em um cenário arriscado, uma vez que, muitas são agredidas pelos filhos adultos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou a fazer um apelo, no começo de abril, pedindo que os governos protejam as mulheres e as crianças. A Assembleia Legislativa tem atuação ativa em defesa das mulheres. Entre as leis aprovadas pelo plenário da Alesp, destacamos a criação do programa da Polícia Militar “Patrulha Maria da Penha”, que visa ao monitoramento da segurança das mulheres vítimas de violência doméstica no Estado de São Paulo.
Secundariamente, o sistema de segurança no Brasil é falho. Como a violência é alta e existe uma enorme burocracia, os casos denunciados e julgados são pequenos. Além do mais, muitas mulheres têm medo de seus companheiros ou dependem financeiramente deles, não contando as agressões que sofrem. Dessa forma, mais criminosos ficam livres e mais mulheres se tornam vítimas. A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
Pode-se perceber, portanto, que é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. A aprimoração do sistema de comunicaçã nas delegacias e disponibilizando mais viaturas exclusivas para essas ocorrências. Meios como os aderidos durante a pandemia por cidades em Tocantis e Minas Gerais, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas, são também, de imensa importância.