Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
A agressão contra a mulher é uma realidade que sempre existiu no mundo todo, antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Porém por conta da necessidade de distanciamento social para cuidados contra o vírus, se tornou mais vulnerável. Os dados infelizmente aumentou e as denúncias diminuiu pelo fato da falta de aceso presencial às delegacias, entre outros órgãos competentes nesse período. Sendo assim, a violação dos direitos humanos contra as mulheres se intensificou.
Em primeira análise, é de conhecimento geral que as mulheres sofrem com constância violência sexual, verbal, pisicológica e feminicídio. Com o início da quarentena o ambiente de algumas famílias brasileiras se intensificou, e é claro que com todos em casa por conta da emergência ao coronavírus de fato, isso iria piorar.
Em segunda análise, segundo um levantamento realizado pelo Fórum brasileiro de segurança pública (FBSP), o número de ocorrências de violência conra mulher aumentou em seis estados (São Paulo, Pará, Mato Grosso, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul), em comparação ao mesmo período em 2019. Só no estado de São Paulo, onde a quarentena começou no dia 24 de março, a polícia militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência, o total e socorros prestados passou de 6.775 para 9.817. Casos de feminicídios também subiram de 13 para 19 (46,2%).
Diante do exposto, deve ter mais rigidez nas leis oferecidas pelo governo federal. Com a criação de campanhas para um cuidado a mais com a mulher em questão da ajuda em como identificar que ela ta sendo vítima de alguma violência ou até mesmo na denúncia do fato, pois algumas mulheres ficam sem celular por conta das brigas com o marido e não podem realizar ligações pelo 180. Como por exemplo campanha do ‘‘sinal vermelho’’ que algumas farmácias já estão adquirindo com o objetivo de sanar a situação.