Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

A lei da Maria da Penha, criada em 2006, foi feita com o intuito de proteger as mulheres que sofrem qualquer tipo de agressão. Porém, diariamente, muitas mulheres sofrem de abusos verbais e são violentadas por homens em sua residência, e não os denunciam por medo. Com a chegada do coronavírus e medidas de isolamento social implementadas no Brasil, o número de casos de violência doméstica cresceu durante a pandemia.

A maioria das mulheres são agredidas sem motivo algum, ou por algo insignificante, mas nada justifica um ato de violência. Infelizmente, a violência contra a mulher está presente na sociedade há muitos anos, tudo isso por conta de pensamentos machista vindo dos homens, fazendo com que eles acreditem que são melhores e mais fortes, sendo assim, se sentem no direito de machucá-las.

Com a nova Covid-19 no Brasil e grande parte da população precisando ficar em casa, o governo relata o aumento da violência doméstica durante a quarentena, já que muitas mulheres estão afastadas de seus amigos e familiares, e estão passando mais tempo com o seu inimigo em casa. Ademais, grande parte das vítimas não denunciam por medo, para proteger seus filhos de alguma forma do agressor ou por serem ameaçadas.

O medo e a ameaça são algo que devem ser superados, já que existe várias delegacias para aquelas que sofrem qualquer tipo de agressão, elas  podem pedir a ajuda de um vizinho que tem conhecimento da ocorrência e denunciar a partir de uma ligação para o 180. Além disso, poderia haver uma melhora no atendimento, que deve ser realizado em menor tempo, e a vítima deve ser protegida após a denuncia e haja um afastamento entre ela e o agressor. Seria bom a troca de policiais do masculino para o feminino, assim haverá uma conforto na hora do relato. Deveriam ter mais campanhas realizadas pelo Ministério dos Direitos Humanos, influenciando os cidadãos a denunciarem casos de violência contra a mulher. Assim, as mulheres poderão se sentir mais seguras e os casos de violência baixarem.