Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

A brutalidade no convívio atual

Em épocas passadas, o papel da mulher na sociedade era mínimo, não possuíam direitos e viviam apenas de obrigações (Como por exemplo, o casamento e os cuidados com a casa). Entretanto, atualmente há leis que dão direitos para que não sofram discriminação diante à comunidade, mas que ainda permanecem conflitantes. Apesar das leis impostas, em consequência ao período pandêmico, inúmeros casos de violência doméstica tem ocorrido pelo mundo, desde agressões até feminicídios. Em razão das ocorrências, é de extrema importância para o Governo Federal juntamente com a PC (Polícia civil) do respectivo estado, espalhem campanhas prevenindo a violência utilizando números emergenciais e maneiras de se defender até que as autoridades cheguem ao local. Tal objetivo não seria para ajudar apenas mulheres adultas, mas sim conscientizar crianças de como são terríveis os quadros de violência, ensinando-as a não repeti-los.

Uma reportagem feita durante a pandemia, contava sobre uma jovem de 15 anos que foi mordida pelo marido enquanto tentava proteger seu cachorro. Decerto, não é apenas a agressão que a moça recebeu, o fato de ter um cônjuge nesta idade é atormentador. Isto só mostra quão fracas são as leis da pedofilia e da Maria da Penha que passam despercebidas em situações como estas. Por conseguinte, existe agora uma lei que obriga os condomínios a denunciarem quaisquer casos de violência doméstica. “A denúncia é a principal forma de combatermos a violência […]”, afirmou a deputada Franciane Bayer, autora do projeto. De acordo com a parlamentar, os síndicos ou administradores do condomínio deverão comunicar à Polícia Civil a ocorrência ou indício de violência doméstica nas unidades condominiais, mostrando a importância de ressaltar campanhas que possam combater o problema atual.

Lamentavelmente, nem sempre a denúncia chega a tempo de salvar uma vida, ocorrem casos em que a vítima perde a vida tentando proteger alguém ou a si mesma. Uma pesquisa feita pelo G1-Pará mostra que decorrente à pandemia os casos de feminicídios tem ocorrido com alta frequência pelo país. Uma das “soluções” providas pelo Poder Legislativo, é o sinal de “X” desenhado na palma da mão, onde a vítima é encaminhada para um local seguro até que a polícia seja acionada.

Dessa forma, para que as problemáticas acima sejam devidamente resolvidas, pode-se contar com o apoio do Poder Legislativo para que contribuam com campanhas que ajudem a combater a violência ocorrente na contemporaneidade, além de prover melhores formas para que a mulher possa se defender, ou acionar as autoridades competentes de forma mais segura. Em razão a um futuro melhor.