Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
É indiscutível o aumento da violência doméstica durante a quarentena. Segundo os dados do TJRJ - Tribunal Jurídico do Rio de Janeiro - , houve um aumento de mais de 50% no número de denúncias desde o começo do isolamento social. Sobre essa questão, duas discussões tornam-se relevantes: a convivência intensa e a tensão do momento.
Primeiramente, a convivência intensa é um dos principais causadores do aumento do desentendimento entre casais, e nos que já tem esse tipo de comportamento agressivo, sem dúvida, isso concorre como agravante. De acordo com o levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em comparação ao mesmo período em 2019. Em consequência das adversidades impostas pela pandemia além do consumo excessivo de álcool nesse período, colaboram para as discussões entre casais - que podem desencadear a agressão -.
Além disso, a tensão do momento causado pela pandemia é um dos motivos principais para o aumento da violência domiciliar. No brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos constatou a alta de quase 9% nas denúncias de agressividade doméstica realizadas. O novo coronavírus, que levou o Brasil e o mundo a entrar em quarentena mudou a rotina pessoal e profissional de milhões de pessoas ocasionando indiretamente o aumento do estresse. Por conseguinte ao isolamento social, muitas mulheres não conseguem fazer suas denúncias, o que gera um número alto de subnotificações.
Em síntese, fica claro que as mulheres brasileiras precisam de amparo nesse momento. O Governo Judiciário e Executivo - responsáveis por aplicar, fiscalizar e administrar as leis - deveriam utilizar linhas mais rápidas nas delegacias da mulher, por meio de viaturas mais exclusivas paras essas ocorrências, para que os casos possam diminuir. Por fim, talvez dessa forma a mulher brasileira se sinta segura.