Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
Entende-se como violência doméstica qualquer forma de agressão as pessoas que sofrem violência em residência, como agressão física, moral, psicológica, sexual, patrimonial e outras. Analisando e relacionando com a realidade, este tipo de situação acontece mundialmente, só que com percentuais distintos, sendo um ato prejudicial para, principalmente, o gênero feminino que é dito como o gênero mais “frágil”. Destacam-se dois problemas decorrentes: o aumento de casos na pandemia e a forma como as agressões são interpretadas.
Em primeira análise, é evidente que o aumento de casos foi justamente no período de quarentena, em que todos ficaram em suas casas. De acordo com a Conceição de Maria: “lidamos diariamente com a violência doméstica, mas o confinamento deu mais visibilidade a ela”, e de acordo com a Policia Militar, 44,9% de casos foram relatados desde o começo do isolamento social em março e que, por consequência, intensificou o feminicídio em 46,2%, o que supera os dados de 2019. Portanto, o isolamento social foi um gatilho para que a violência seja mais evidente.
Além disso, as mulheres podem interpretar de forma errada este tipo de situação, o que é muito recorrente entre casais. Ademais, é importante destacar que as pessoas agredidas podem pensar em diversas maneiras de explicar a agressão, mas nunca com o real propósito, como que o agressor está cansado, estressado e muitas vezes alcoolizado, tornando-se desculpas para não dizerem que estão sendo alvo de violência doméstica. Por isso que foi criada a Lei Maria da Penha, que protege as mulheres e determina a punição aos agressores de maneira apropriada.
Portanto, o Governo Federal deve atuar no combate a violência as mulheres, por meio de campanhas informativas -de grande alcance e influência- para que as denúncias sejam mais relatadas, e a criação de projetos para que as mulheres conversem com um psicólogo para saber a sua real situação, se é abuso doméstico ou não, com o objetivo de erradicar aos poucos este tipo de ato abusivo.