Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
A violência doméstica pode ser caracterizada como física e/ou psicológica, seja com mulheres, crianças, adolescentes ou idosos, com a pandemia do COVID-19, todos estão vulneráveis. O afastamento acarretou no aumento dos casos de pedofilia, o fechamento das escolas foi um dos maiores prejudiciais, considerando que é um órgão importante no processo de reconhecimento do que acontece com essas crianças. Além disso, a luta de pessoas LGBTQIA+ tem sido muito mais complicada nesse período.
Os casos de pedofilia aumentaram em aproximadamente 53% em São Paulo, segundo a Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes). Essa situação é muito característica de um filme americano de 2015, chamado “O Quarto de Jack”, que conta a história de uma menina que foi sequestrada aos 7 anos de idade e o sequestrador a manteve presa em um pequeno quarto por anos, ela sofreu constantes abusos sexuais, então acabou tendo um filho, Jack, e na tentativa de ter uma boa vida, eles conseguem fugir e o filme segue a trajetória dos dois aprendendo a viver em um mundo que eles nunca tiveram a oportunidade de conhecer.
Outros que estão sofrendo com o isolamento, são as pessoas da comunidade LGBTQIA+, que precisam ficar perto da família que nem sempre é a favor da ideia de algum parente fazer parte do movimento, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), aproximadamente 26 mulheres trans e travestis foram mortas durante os meses de março e abril desse ano, quando já estava valendo as medidas de isolamento social.
Para articular e potencializar as políticas públicas de proteção, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) deve agir em conjunto com o Governo Federal para que sejam feitas visitas em casas e campanhas que incentivem essas pessoas a irem atrás de seus direitos e denunciarem caso estejam sofrendo algum tipo de agressão.