Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
No filme estadunidense “Nunca Mais”, retrata história de amor da garçonete Slim Hiller com um empresário. O casamento dos sonhos se torna um pesadelo quando a descoberta de uma traição desencadeia uma sucessiva tortura de violência doméstica. Fora da ficção, esse problema é muito presente na vida das mulheres brasileiras, além de estar aumentando por conta da quarentena. Isso ocorre ora pela falta de políticas mais rígidas, ora pelo medo. Logo, é preciso que essa realidade seja alterada.
Em primeiro lugar, é licito postular que, as políticas que defendem as mulheres são ineficazes e precisam ter punições mais duras. Um exemplo são as medidas protetivas que emitem um aviso ao agressor que o mesmo não pode se aproximar da vítima. O que ocorre na maioria dos casos é que mesmo com a medida protetiva o agressor continua a re-incidir, em muitas dessas situações acabam até matando a vítima posteriormente. É factual, portanto, que as mulheres precisam de direitos mais funcionais, já que com isso vários casos podem ser evitados.
Além disso, com a quarentena muitas mulheres ficaram sendo mais alvos dos seus parceiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de casos de violência doméstica na quarentena aumentou em seis estados – São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará -, em comparação com o mesmo período em 2019. Ademais, muitas mulheres ficam com medo de denunciar seus maridos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que haja a diminuição de violências domésticas, urge que o Ministério da justiça crie, politicas mais rígidas, leis que venham ajudar mais as mulheres. E também por meio de campanhas publicitarias, venham informar a população e a conscientizar para denunciar os atos de violência.