Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

O vídeo “Call” criado pelo Instituto Maria da Penha, encena uma corriqueira reunião de vídeo chamada de uma empresa, até o momento em que a personagem Carla, relata para a colega de trabalho que foi agredida fisicamente pelo companheiro, ao saber da situação ela chama a polícia para salvar a amiga. Partindo dessa perspectiva, a campanha publicitária mostra de forma realista o debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica na quarentena, que apresenta como fatores constituintes: o desequilíbrio emocional e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

Como primeiro tópico, deve-se falar que a pandemia de Covid-19 acabou gerando um certo desequilíbrio emocional em diversas pessoas, através de poblemas familiares e econômicos, causando assim,  constantes atritos entre homens e mulheres,  que acabam se tornando agressões domésticas dentro dos lares brasileiros. Essa afirmação pode ser confirmada pelo estudo feito pela UERJ,  mostrando que os casos de estresse cresceram 80% desde o início da pandemia.

Além disso, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas na quarentena ,por parte dos homens, e apontado como uma das principais causas para o aumento da violência contra a mulher nesse período, já que o álcool altera os ânimos das pessoas , fazendo-lhes , nas maioria dos casos, ter atitudes agressivas. Tal situação e comprovada pelo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde , apontando que o consumo nocivo de álcool está relacionado com 18% dos casos de violência doméstica.

Depreende-se, portanto,  por parte do Ministério da Mulher e Família, responsável pela defesa dos direitos humanos, o envio de assistência psicológica até as residências brasileiras, por meio de visitas virtuais ou presenciais de assistentes sociais, para que os conflitos famíliares sejam resolvidos. Ademais, cabe a Polícia Federal, a implantação de mecanismos tecnológicos que facilitem a solicitação de ajuda, caso alguma mulher se sinta em perigo, a fim de que situações como as mostradas na campanha publicitária não se repitam.