Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
Com a quarentena, resultante da proliferação da Covid-19, o tempo que as pessoas passaram a conviver isoladas tornou-se propenso para um aumento significativo no número de casos da violência doméstica, levando, em certas situações, ao homicídio, onde as maiores vítimas são as mulheres (feminicídio).
O ápice da violência doméstica se deu a partir do momento em que foi implementado o isolamento social, gerando uma maior quantidade de tempo dentro de casa. Com a convivência diária, as pessoas demonstraram estresse e insatisfação, ambiente propício para um conflito entre parentes ou conhecidos.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o índice de incidentes envolvendo agressões entre aqueles que partilham do mesmo teto, aumentou consideravelmente em cinco estados, onde o maior número foi São Paulo, com um acréscimo estimado a 44,9% da quantidade de mulheres vitimas desse tipo violência.
Mas, por mais que a vítima sofra, ela ainda hesita no momento da denúncia devido ao medo e insegurança, temendo que o agressor possa matá-la. Também, que ela possa ficar sem nada, já que na maioria da vezes quem agride é o responsável pela sustentação financeira e econômica desses laços.
Para combater esse tipo de violência, foi criada uma campanha em farmácias, atualmente presente no Espirito Santo, em que consiste num desenho de “X” na palma da mão da vitima. Assim, os atendentes podem identificar a pessoa e acionar a polícia imediatamente. Esta estratégia reduziu bastante o número de agressões.
É necessário que as vitimas tomem consciência de que estas agressões não podem continuar e devem fazer denúncias, para que assim possam incentivar as outras pessoas a realizarem o mesmo, diminuindo os índices de violência.