Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
É de conhecimento geral as mudanças provocadas pela pandemia do corona vírus em 2020, seja na economia e política, e até na forma do relacionamento humano - a quarentena que estreitou laços familiares e aproximou mesmo aqueles que nunca foram próximos, também foi culminante no disparo dos casos de violência doméstica, e sobre isso é importante observar: a intensificação dos relacionamentos devido ao isolamento social e as leis de proteção ineficazes.
Como dito antes, a quarentena mudou a forma de se conviver, seja com a família, amigos ou parentes distantes, e a relação conjugal foi uma das que mais sentiram o impacto do isolamento, tanto para maximizar relacionamentos saudáveis, quanto relações tensas. É preciso destacar o aumento significativo do consumo de álcool nesse período, o que somado com um contexto de apreensão e incertezas acaba desenfreando discussões entre casais, que posteriormente pode desencadear todo tipo de agressão contra mulheres.
Porém, apesar do crescimento preocupante de casos de violência doméstica durante a quarentena, os números obtidos ainda não são o total, as subnotificações alertam para um porcentual muito maior que poderia ser evitado se as medidas protetivas fossem adotadas com rigor, o que é mais um acréscimo para mulheres se sentirem ainda mais inseguras e a impunidade prevaleça em diversos casos.
Em vista disso, o governo e órgãos sociais são os responsáveis por garantir o direito básico de proteção às mulheres em qualquer contexto social, por meio da fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e rigidez na forma de conduzir os casos, além de promover campanhas publicitárias para alertar as vítimas de denunciar os agressores, para tentar reverter o quadro alarmante de violência doméstica no país.