Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

A persistência contra a violência contra a mulher.

A violência contra a mulher é uma das manifestações mais cruéis da desigualdade de gênero que ocorre no Brasil. Uma cultura fundada pelo patriotismo e impregnada por valores sexistas, a sociedade vem sofrendo com os problemas do cotidiano perverso que a maioria das mulheres que estão ou estavam em relacionamentos conturbados, agressivos e controladores foram recebendo ameaças de violências verbais, físicas e sexuais por causa das insistências de ex. parceiros, maridos e namorados que não aceitaram o fim da relação. A quarentena - uma das consequências do coronavírus foi um gatilho para que a violência doméstica aumentasse 30 % segundo o MP durante a mesma, e por causa do isolamento muitos desses casos não foram registrados. As mulheres são acostumadas desde muito cedo a serem submissas e não terem opiniões perto de figuras masculinas, sendo isso uma demonstração da cultura patriarcal. Por isso os atos de misógina e ridicularização da figura feminina em ditos populares, piadas, músicas, nas ruas e etc., e essa é a opressão simbólica da qual se trata o sociólogo Pierre Bourdieu: a violação aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está –sobretudo na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social. Apesar de que o Brasil esteja a frente de alguns países por conta do combate a violência contra a mulher, lei Maria da penha, ainda sim é necessário que o Governo reforce suas formas de atender aos chamados de suas vitimas, aumentar o número de delegacias especializadas nessa área. Ter a tipificação do feminicidio como um crime de ódio e hediondo, fazendo o endurecimento das penas para os condenados e assim restringir mais violações.