Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil. Em 80% dos casos, o responsável pela agressão é o próprio parceiro (marido, namorado ou ex companheiro) com quem convive diariamente, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado (FPA/Sesc, 2010). Estes dados alarmantes podem aumentar e devem causar mais preocupação durante o período que estamos vivenciado, de quarentena, recomendado para conter a pandemia do novo coronavírus. Segundo a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, os dados apontam para o aumento de casos de Violência Doméstica, neste momento. Somente no Rio de Janeiro houve um aumento de 50% de casos de violência doméstica durante este período de confinamento, que ainda está no início. Desde o início da quarentena, 16 mulheres foram mortas em casa, no Estado. No mesmo período do ano passado, o número era 9; levantamento feito pelo Ministério Público de São Paulo registrou que em março foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência, contra 1.934 do mês anterior; o número de prisões em flagrante de casos de violência doméstica subiram de 177, em fevereiro, para 268, em março. A primeira medida importante é oferecer para as mulheres ambientes seguros para que possam contar o que está acontecendo. Se você conhece alguma mulher que esteja passando por situações de violência, você pode realizar uma denúncia anônima. Seja essa mulher sua vizinha, uma amiga ou parte de sua família. O canal de denúncia oficial, por telefone, é o Ligue 180. Também é possível levar a mulher que está passando por situações de violência em uma Delegacia da Mulher para realizar a denúncia. Os endereços e os horários de funcionamento estão no site da Defensoria Pública do seu estado.