Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

No atual cenário brasileiro, é perceptível o aumento de casos de violência doméstica durante a quarentena, pois de acordo com a Constituição Federal no artigo 5, Lei Maria da Penha, impõem a proteção da mulher em qualquer classificação de violência, independente da sua sexualidade. Contudo, não é notório essa proteção, haja vista que é recorrente na mídia, notícias de violência constante nos ambientes domésticos. Desse modo, é evidente a dominação masculina em relação a mulher e, consequentemente, acarretando problemas psicológicos, problemas esses que devem ser solucionados.

Em primeira análise, é possível perceber o a dominação masculina em relação a mulher, pois a ideia de um sistema social, o patriarcalismo, em que os homens mantêm o poder primário e predominam em funções de privilégio social. No domínio da família, o pai mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças. É evidenciado esse pensamento na obra americana, O conto da Aia, no qual, o Estado teocrático e e totalitário, as mulheres são vítimas, anuladas por uma opressão sem precedentes. Nesse sentido, mesmo sendo uma distopia, é notório essa submissão na quarentena, nos lares das mulheres brasileiras, no qual o homem a submetem a trabalho domésticos ou fazendo seu corpo como objeto de prazer, empecilho que deve ser solucionado.

Além disso, vale também ressaltar os problemas psicológicos que acarretaram durante esses atos, é perceptível na obra - O suicídio - de Émile Durkheim, em que o suicídio altruísta, levara   o indivíduo sente-se no dever de fazê-lo para se desembaraçar de uma vida insuportável. Nesse sentido, mulheres que sofrem violência nos lares, por conta do constrangimento,  manipulação, humilhação e perseguição. Assim, levando a vítima à diminuição da autoestima ou ao prejuízo de seu desenvolvimento pessoal, podendo até não querer tirar a sua própria vida, mas acarretará na morte da sua moral e da sua sanidade, visão de mundo deplorável que deverá ser solucionada.

Dito isso, fica claro, que o valor para a proteção da mulher durante o tempo de quarentena é necessário. É factual, estabelecer a efetivação de projetos de denúncias, no qual estabelecimentos públicos, por meio da criação de uma senha, para que as vítimas ao pronuncia-la, ativara um sistema de violência domestica, e os funcionários a levaram para uma delegacia, para garantir a sua proteção contra o agressor. Em paralelo, vale ressaltar a iniciativa do Ministério da Saúde, principal órgão governamental da saúde, para garantir o atendimentos de psicólogos à essas vítimas, por meio de consultas financiadas pelo Estado, para que possam auxiliarem essas mulheres depois dos maus tratos que viveram. Dessa forma, a lei Maria da Penha será garantida e executada com exceto.