Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
A questão da violência contra a mulher tem origem na Grécia Antiga, visto que era fragil e sensivel quando Chico Buarque diz em sua composição Mulheres de Atenas “quando eles embarcam, soldados, elas tecem longos bordados” expressa que enquanto os pais de família saíam de casa para ir à guerras, elas serviam exclusivamente para trabalhos domésticos e para seu marido. A figura feminina teve seus direitos serceados e a liberdade limitada por ser considerada “frágil e sensível”. A violência contra a mulher é uma realidade persistente no Brasil, no momento de quarentena é mais evidente, uma vez que todos passam mais tempo no ambiente doméstico. Nesse sentido, convém analisarmos os principais problemas desse impasse em nossa sociedade, a criação familiar e a dificuldade em denunciar o agressor.
Quando Sêneca afirma que “a educação exige os maiores cuidados, porque inclui sobre toda a vida”, é possível associar com o modo de como é seu cotidiano familiar na infância, filhos tendem a ter o pai a um exemplo a ser seguido, assim como as filhas com as mães. Uma criança vendo o seu pai violentando sua mãe verá como algo normal e provavelmente repetirá em sua vida adulta. Logo, é necessário para evitar casos futuros, alertar sobre essa violência contra por meios de comunicação e campanhas.
Além disso, muitas mulheres temem expor questões que acreditem ser de ordem particular, assim sendo conforme a terceira lei de Newton, pois fazendo esta ação de denunciar, sentem medo da reação de seu parceiro pois sentem medo de se afastar e não conseguir outro marido e o medo de seus filhos crescerem sem uma figura paterna ao lado.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a violência contra a mulher na quarentena. Cabe, portanto, aos Estados, por meio de leis e de investimentos em palestras, estabelecer políticas públicas, a fim de diminuir, de maneira considerável tais agressões, que é intensificado em momentos de isolamento social. Assim, construírem os uma sociedade menos preconceituosa e machista, mudando a realidade histórica.