Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 03/10/2020
Nas primeiras semanas de isolamento social no Brasil causado pela COVID-19, ficou clara a relação entre a quarentena e o aumento da violência doméstica. autoridades já previam esse quadro considerando problemas semelhantes, como o surto de Ebola em 2014. Mesmo antes da pandemia atual, a situação já era grave, com 1.23 milhão de casos de violência relatados em 2019 segundo o site R7 e muitos outros não notificados. Com mais tempo em casa as vitimas de violência ficam mais expostas ao agressor.
Alem disso, pelo conceito da Lei Maria da Penha Lei nº 11.340/2006, podemos considerar violência doméstica e familiar: “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Muitos dos casos o abuso pode ser psicológico por meio de ameças verbais deixando a vitima ainda mais refém dentro de sua própria casa, muitas das vezes os filhos são criados em um lar totalmente improprio e também sofrem abusos.
Ademais, Segundo o Instituto Igarapé, há enorme subnotificação de casos, além de dificuldades na coleta e padronização das informações sobre violência doméstica. Em geral, os dados que se possui são escassos, incompletos e desatualizados. Com isso conclui-se que o ditado “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” é levado muito a sério pela população, causando menos denuncias e por consequência mais pessoas morrem por violência domestica.
Em síntese, os casos de violência domestica aumentaram por conta do isolamento e a taxa de denuncias da população é baixa. Desse modo a mídia deveria fazer campanhas para aumentar o numero de denuncias e casos notificados e a pólica civil em parceria com o instituto medico legal deveria organizar postos de coleta de evidencias e denuncias em cada bairro. Com essas medidas pode se ter um Brasil com os indicies de violencia domestica reduzida.