Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 03/10/2020

Em 1983, a farmacêutica Maria da Penha sofreu constantes agressões por parte do seu marido,o qual a deixou paraplégica. Quando o denunciou, sofreu várias irregularidades no processo, durante anos lutou com que seu agressor fosse preso e após sua condenação, Maria da Penha tornou-se uma lei em razão de sua luta. Não obstante do contexto histórico , tal fato faz-se presente na quarentena que o Brasil vem enfrentando, onde há o aumento de casos de violência doméstica, seja pelo consumo de álcool, seja pelo ciúmes excessivo.

A priori,cabe abordar o consumo de bebidas alcoólicas por parte do agressor. Nessa perspectiva, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos direitos humanos (MMDH), cresceu 40% o número de casos de violência contra a mulher durante o isolamento social. esse sentido, o consumo nocivo de álcool figura como um importante fator de risco para agressões, dado que a substância pode propiciar impulsos agressivos que influencia na perda de control sobre o comportamento, sendo um dos fatores para o aumento de 40% no número de casos.

Além disso, vale ressaltar o ciúme exagerado do agressor sobre a vítima. Nesse sentido, no ano de 2009, a cantora Rihanna sofreu diversas agressões por parte de seu namorado Chris Brown, pelo ciúmes que o mesmo sentia pela vítima. De forma similar, o caso da cantora faz-se presente sobre a vida de várias mulheres durante o isolamento social, onde o agressor sente ciúmes, como o uso de celular da vítima, por achar que vai ser traído, logo, pratica atos violentos. Assim, é necessário que tal fato deve ser mitigado.

Portanto, ao perceber os desafios enfrentados por essas mulheres, medidas devem ser tomadas. Urge que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher, e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para denúncia de agressão contra o sexo feminino, por meio de uma ampla ação midiática dos órgãos do Governo responsáveis pela tecnologia e informação, para que a violência doméstica possa diminuir no período do isolamento social. Urge também que o Governo crie projetos de leis para aumentar a punição de agressores. Para, enfim, mitigar tal persistência.