Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 07/10/2020

A lei Maria da Penha objetiva a proteção da mulher, tornando crime a violência doméstica e familiar. Embora a violência doméstica venha sendo cada vez mais debatida na sociedade contemporânea, é evidente que o número de casos infelizmente aumentou durante a quarentena. Isso se deve, principalmente, por causa do aumento do tempo de convivência com a família e a dificuldade em prestar queixa durante a pandemia.

O vírus Covid-19 mudou o cotidiano da população drasticamente. Ao sugerir e encorajar o maior número de pessoas possíveis a ficar de quarentena e trabalhar em casa, o tempo de convivência dos membros da mesma família teve um óbvio acréscimo. Consequentemente, muitas mulheres se encontraram presas com agressores por maiores períodos do dia, logo, qualquer discursão ou divergência pode vir a resultar em agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais ou patrimoniais.

Aliado a isso, também se tornou mais complicado prestar queixas contra a violência doméstica durante a pandemia. Devido ao confinamento e ao distanciamento social, ficou mais difícil para que as vítimas desses casos pudessem ir à delegacias para denunciar seus agressores, já que são instruídas a ficar dentro de casa, a qual não é um espaço seguro para elas. Assim, apesar do número de casos ter aumentado, o número de denúncias tem recaído.

Dessa forma, mostra-se imprescindível a adoção de medidas que efetivamente neutralizem as agressões domésticas. Cabe ao Ministério da Mulher e da Família, implementar campanhas em redes sociais e outdoors, conscientizando a população em relação à violência doméstica, instruindo as vítimas o que pode ser feito, as maneiras mais seguras de se prestar queixa, e alertando as pessoas em geral sobre como elas podem ajudar.