Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 12/10/2020

Com o início da pandemia, foi relatado inúmeros casos de violências domésticas. Em uma matéria realizada pelo site AgênciaBrasil, publicada no dia 20\04\2020, foi constatado que somente no Estado de São Paulo os números de casos aumentaram em 44,9% desde março de 2019. Infelizmente a preocupação não para por aí, pois a tendência destes números é só aumentar.

Enquanto estarmos isolados dentro de casa, tendo como única opção o convívio maior com o agressor, isto vai fazer com que as chances de agressões aumentem e assim fazendo com que os números de casos de  feminicídio alcance uma proporção acima do que as pessoas geralmente costumam se preocupar. Alguns Estados do país estão praticando uma campanha nomeada de  “X” Vermelho", este ato é para justamente essas mulheres que sofrem por este problema com seus parceiros, esse “X” vermelho que é colocado na mão, serve exatamente para ser um diálogo informal, um ato discreto que somente a vítima e pessoa a quem ela vá recorrer possa tomar uma providência. A campanha começou no Estado de Mato Grosso do Sul, os atendentes de farmácia foram os primeiros a serem intimados para esse papel de reconhecimento destas vítimas. A iniciativa despertou interesses em outros lugares que também estavam passando pela mesma situação, possuindo assim, o efeito esperado de baixas em algumas regiões do Brasil. Neste contexto, ficou claro que a campanha e a execução dela foi fundamental para a diminuição dos casos, por mais pequena que seja a contração destes números, a intenção na qual foi aplicada teve o retorno com sucesso. A luta diária têm que continuar, os direitos das mulheres têm que ser tratado com mais rigidez para que possamos viver em paz.

Conforme a porcentagem for diminuindo, seja no Mato Grosso do sul ou em qualquer outro lugar do Brasil, não podemos se contentar com as poucas baixas que as campanhas nos oferece, teremos que lutar muito para que invistam na segurança e a torne prioridade para o cotidiano.