Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 12/10/2020

As pessoas passam por muitas dificuldades com o isolamento social, sendo algumas delas, o estresse com toda mudança, a falta de comunicação, uma mente vazia que pode trazer um sentimento de solidão, raiva, mas uma das dificuldades que está preocupando muitos países, inclusive o Brasil, é a violência doméstica. É evidente que com isolamento, as vítimas de agressões foram afastadas de suas redes de apoio e agora será mais difícil pedir ajuda, logo, a crise de violência doméstica se tornou ainda mais preocupante.

Primordialmente, é relevante dizer que a violência doméstica se trata de qualquer lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, de acordo com a Lei Maria da Penha. “O silêncio… é o maior aliado do seu agressor”, frase dita pelo poeta Guibson Medeiros. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, houve um aumento de mais de 50% no número de denúncias de violência doméstica desde que a quarentena começou e mesmo assim, acredita-se que há muito mais casos que não foram notificados, o silêncio das vítimas podem custar suas vidas, se ninguém sabe, não tem como ajudar e por isso o silêncio é o maior aliado do agressor.

Na sequência, diante desse assunto, a ONU Mulheres, entidade para igualdade de gênero e empoderamento, apontou que uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual no mundo. Muitas das vítimas tem medo de denunciar, pois as devidas providências podem não ser tomadas, por conta das falhas no sistema do país e agressor pode voltar a atacá-la, como já ocorreu em certos casos, ou elas podem até mesmo não se sentirem capazes de deixá-los, se sentirem dependentes, e diante disso, já há campanhas feitas pelo governo para tentarem amenizar esse medo.        Dessarte, a violência doméstica sempre foi um grande problema, já criaram leis para a proteção das mulheres, campanhas, mas ainda há muitos casos. Desse modo, conclui-se que neste momento está sendo ainda mais difícil ajudar essas mulheres, então a Secretaria Nacional de Segurança Pública, junto à pessoas especializadas em criação de sites e meios de comunicação, deveriam criar um site que seja camuflado, ou seja, ele pode se parecer com um site de loja de roupa para que caso o agressor veja o site, não perceba que a vítima está indo pedir ajuda. A criação desse site terá o intuito de que mais vítimas se pronunciarem com maior segurança, o site funcionará 24 horas, sempre será vigiado, basta a vítima relatar o ocorrido e passar seu endereço, que o caso será passado com urgência, para as autoridades competentes. Violência doméstica é crime, as vítimas serão escutadas.