Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/10/2020

Até quando será assim?

Em meio à pandemia do novo coronavírus, mulheres e crianças que já correm risco de violência doméstica tornaram-se ainda mais vulneráveis: uma consequência não intencional das medidas de isolamento que deixam os sobreviventes presos em casa com seus agressores. A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil.

Em 80% dos casos, o responsável pela agressão é o próprio parceiro com quem convive diariamente, segundo a pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado (FPA)Estes dados alarmantes podem aumentar e devem causar mais preocupação durante o período que estamos vivenciado, de quarentena, recomendado para conter a pandemia do novo coronavírus.

Segundo pesquisas feitas, a neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, os dados apontam para o aumento de casos de Violência Doméstica, neste momento. Somente no Rio de Janeiro houve um aumento de 50% de casos de violência doméstica durante este período de confinamento, que ainda está no início.

Desde que a quarentena começou, o mundo tem assistido uma escalada no caso de agressões a mulheres dentro de suas casas. As mulheres idosas também estão em um cenário arriscado, uma vez que, muitas são agredidas pelos filhos adultos.

Em abril, a ONU Mulheres, entidade para igualdade de gênero e empoderamento, lançou o relatório “A sombra da pandemia: violência contra mulheres e meninas e Covid-19”, apontando o aumento da crise de violência doméstica. E com a ajuda dessas e muitas outras entidades como a (OMS)e a(ONU)possamos denunciar e proteger vidas que a cada dia correm novos riscos.