Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/10/2020

É comum que casais, noivos ou até namorados morem na mesma residência. Com a vinda do COVID-19 (Coronavirus Disease 2019), a população foi “obrigada” a ficar dentro de casa, respeitando a quarentena, sendo nada diferente com os casais que moram juntos. Com eles juntos dentro de casa, há uma convivência intensa, gerando brigas, discussões, chegando num ponto até de violência. É notável que o número de casos de violência aumente durante a quarentena, tanto por fatores externos quanto por fatores psicológicos.

Primeiramente, pode-se destacar o desemprego gerado pelo Corona Vírus. Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feita em Julho revela que mais de 12 milhões de pessoas estavam desempregadas em virtude da pandemia. A falta de dinheiro gerada pelo desemprego muitas vezes gera conflitos internos entre casais, que na maioria das vezes acaba em agressões.

Outro fato são os fatores psicológicos. A convivência intensa dentro de casa, pandemia acontecendo, muitas vezes filhos pequenos que atazanam os pais e laços emocionais acabam contribuindo para o ocorrimento desses ataques feitos por, na grande maioria dos casos, o homem da relação.

A violência não deve ter um motivo para ser feita, mas em meio a uma situação difícil, em que muitas dificuldades assombram todos, é preciso de ajuda. Cabe às prefeituras das cidades aumentar o número de viaturas rondando as cidades, comprando novos carros ou adicionando mais policiais, com o objetivo de impedir que casos de violência doméstica aumentem, ou caso seja notificado, que esses casos sejam resolvidos com uma maior versatilidade.