Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/10/2020

O Corona vírus vem transformando a realidade de muitas pessoas ao redor do globo. Infelizmente para alguns, os casos de feminicídio cresceram 22%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. E nas palavras de Georgeana Alves: “As vítimas de violência doméstica costumam morrer muito antes da morte física. A agressão psicológica mata, sem que ninguém perceba.”, fica clara a gravidade dos casos de violência doméstica, que devem ser denunciados e combatidos urgentemente.

Inicialmente, os motivos para este agravamento são variados, inclusive citados em diversas pesquisas, por exemplo: a maior convivência entre os familiares (gatilho para discussões), alcoolismo e uso de drogas (alteram o estado psicológico do indivíduo), ansiedade (por conta das situações de pandemia) e desemprego (falta de sustento a família). Tudo isso quando acrecido às dinâmicas modificadas, levam à uma sobrecarga da instituição social família, resultando em casos de agressão.

Ademais, deve-se analisar as consequências da violência doméstica, visto sua definição segundo a lei Maria da Penha: “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Entre estes danos: inflamações, fraturas e hematomas causados pelas agressões; sintomas psicológicos, como insônia, falta de concentração; transtornos sérios como depressão e sindrome do pânico; e perda de bens físicos, como moradia.

Portanto, observando a advertência da Organização das Nações Unidas (ONU) que pede aos governos que lidem com a situação (violência doméstica) como prioridade no período de pandemia. Cabe ao Estado, utilizar do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, para incentivar mulheres a denunciarem os casos de violência, por meio de serviços públicos/privados de denúncia e fiscalização, a fim de reduzir ao máximo a reincidência destes crimes.