Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/10/2020

A violência contra a mulher só começou a se tornar algo importante e crítico a partir de 2006 com a fundação de uma lei, chamada Lei Maria da Penha, onde nela a violência sexual, física, patrimonial, moral, e psicológica são consideradas crime, o que deixa de se tornar uma questão, unicamente, familiar e começa a ser considerada uma responsabilidade do estado, antes de tais condutas essa temática não era considerada algo com relevância ou que merecesse atenção. Como diz a filósofa: Djamila Ribeiro, “Antes do isolamento social, já existia uma epidemia contra a mulher”, isto é, com a quarentena ocorreu um crescimento considerável nos números de casos de violência contra a mulher.

A violência contra a mulher ganhou muita força na pandemia, pelo fato do isolamento social, o qual faz com que as mulheres convivam com seus agressores por um período maior, sem poder sair para passear ou algo do tipo, como resultado os números cresceram, mas não significa que tal se tornou a causa principal desse problema. Em 2018 foi registrado, pelo Datafolha, o número de  mulheres agredidas fisicamente, o qual alcança quase cinco milhões, uma média de 536 mulheres por hora em 2018; e 177 espancadas e em 2019 17,8% das mulheres no planeta, ou cerca de uma de cada cinco, relataram violências física ou sexual de seus companheiros nos últimos 12 meses. Com isso, nota-se que o isolamento social foi apenas uma desculpa para os números desse problema aumentarem.

Porém, ao longo do tempo foram desenvolvidas muitas maneiras para evitar que essa violência aconteça, foram elaboradas leis e campanhas, as quais tem um grande papel para a contribuição da abolição de tal circunstância. Mas dentre elas também é de suma importância o debate, pois dessa modo se é possível desenvolver cada vez mais formas para combater a violência contra a mulher, como dito no livro As mulheres invisíveis; “A violência contra a mulher sempre ocorreu em todos os níveis sociais”, portanto o trabalho para rematar essa dificuldade é muito mais lento e complicado, o que então necessita de grande atenção e debate.

Além disso, existem outras maneiras para tentar acabar com a violência contra a mulher, uma delas é a disposição de palestras nas escolas com intuito de conscientizar crianças e adolescentes sobre o que é e como identificar uma violência de gênero, assim como podem produzir levantamentos nas redes sociais sobre os casos de violência, levantamentos como; “posts”, “threads” e varias outras publicações que consigam atingir aquelas que precisam, com a intenção de chegar à mulheres que sofrem da mesma dificuldade, assim poderão não se sentir sozinhas e conseguiram tomar alguma atitude sobre tal.