Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 14/10/2020

É evidente que a violência doméstica é um problema que a sociedade enfrenta desde a sua formação.

Aparentemente, o número de casos aumentou durante o período de quarentena devido ao isolamento social. Passar mais tempo juntos, aumenta as tensões no ambiente familiar, gerando discussões que podem levar, por exemplo, a às agressões físicas e psicológicas, e as mulheres têm mais dificuldade em reclamar em momentos de isolamento social, desse modo, o livro de Jeannette Walls mostra como as mulheres sempre foram degradadas e como a sociedade patriarcal criou os estereótipos do que as mulheres deveriam fazer e como se comportar na década de 1930. Portanto, quase 100 anos se passaram e a mulher ainda a uma desigualdade nas relações de gênero.  Neste contexto, foram criadas campanhas de combate à violência doméstica durante a quarentena, como é o caso da campanha “Sinal Vermelho”. Mesmo assim, há muitos dados subestimados devido às dificuldades de notificação e novas estratégias são necessárias para combater com sucesso a violência doméstica durante este período de quarentena. O isolamento social causa tensões no ambiente familiar pela angústia de não poder sair de casa. Essas preocupações decorrem do fato de as pessoas estarem acostumadas a passar muito tempo fora de casa, seja no trabalho, na escola ou no lazer. Isso causa tensões crescentes entre os membros da família, especialmente entre as mulheres e seus maridos. Muitos deles, transformados pelo consumo de bebidas alcoólicas, cometem atos de violência contra suas esposas. Pensando nisso, as principais redes farmacêuticas do Espírito Santo lançaram a campanha Sinal Vermelho. Tal ação consiste no atendimento discreto e eficaz às vítimas de violência doméstica, comunicando-se com a polícia e informando-a sobre o problema. Para buscar ajuda, a vítima deve fazer um “X” vermelho na palma da mão e mostrá-lo ao balconista ou farmacêutico. A campanha é veiculada pela indústria farmacêutica nacional. No entanto, ainda existem muitas vítimas no Brasil que não podem relatar sua agressão. Portanto, algumas medidas devem ser tomadas. A divulgação massiva do governo através das redes sociais das indicações de violência doméstica e como relatá-la é imperativa. A polícia deve criar um dicionário de códigos para serem usados ​​discretamente pelas vítimas, de forma a não alertar os agressores e facilitar as denúncias. E a mídia televisiva deve informar com transparência sobre as campanhas e formas de denúncia.

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