Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 14/10/2020
Atualmente, discute-se muito algo que é herdado de centenas de anos atrás. A violência contra a mulher é fruto das sociedades patriarcais antigas que desde seus tempos já acanalhavam as pessoas do sexo feminino. Ao passar do tempo, teoricamente, esses feitos deveriam ser abrandados. Contudo, sabemos que isso não aconteceu tão bem, e, na verdade, se intensificou nos últimos meses durante a quarentena, dádiva do corona vírus.
O real ponto é que, o machismo é acompanhado com a repressão das mulheres, e que usa da violência para isso. O livro “Mulheres e Poder”, de Mary Beard, fala sobre o machismo desde a Grécia Antiga, e mostra que não é algo atual que as mulheres sejam violentadas e “silenciadas” pelos homens. Seria esperado que, com as revoluções intelectuais que o ser humano passou, que as intolerâncias e preconceitos de dissolvessem ao longo do tempo, mas não foi isso que aconteceu. Fato que, pode ser justificado cientificamente, já que, se o homem está numa posição de poder, a tendência e que ele continue a lutar para permanecer assim.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) alegou que, o número de casos de violência contra a mulher acrescentou-se significativamente durante a quarentena. Num país que vive a quarentena desde março, a polícia militar registrou um preocupante aumento de 44,9% no número de casos. Factualmente, a quarentena modificou a vida de muitos, se não todos. Porém, nada justifica o aumento no número, que muitas vezes é fruto de doenças mentais portadas pelo homem agressor.
Factualmente, o mundo vive tempos não muito diferentes em relação a Grécia Antiga em relação as mulheres. É urgentemente necessário que isso seja mudado, e que as mulheres tornem a ser menos violentadas pelos homens criminosos. Para isso, além da união das forças das mulheres por meio das redes sociais, por exemplo, o governo poderia implementar regras mais severas quanto ao crime de agressão a mulher, e o Estado poderia passar a usar leis que fossem mais rígidas.