Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/10/2020
Em briga de marido e mulher não se mete a colher?
A violência contra mulher é algo enraizado e histórico no Brasil, estando presente desde a escravidão e sobre essas condições o Brasil se estabelece e permanece até hoje, assim se solidifcou as situações para a opressão da mulher que ocorrem hodiernamente e sendo a violência doméstica, que antigie majoritariamente mulheres, algo histórico se mostra necessário uma mudança a partir da base da sociedade brasileira para ter uma real mudança.
Em primeiro lugar, segundo a ONU o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídio, este dado mostra como a sociedade brasileira fomenta, a prática e trata com negligencia a brutalidade contra mulher, afinal o Estado brasileiro se mostra nulo nessas questões, a título de exemplificação o Presidente Bolsonaro vetou a obrigatoriedade de notificação de casos de suspeita de violência contra a mulher, causando a falsa sensação de diminuição dos casos de agressão doméstica. A situação que as mulheres se encontram no Brasil, infringe o Artigo 3° da Declaração Universal dos Direitos Humanos , a qual o país assinou, em que reitera que “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.
Em segundo lugar, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) os dados de registro contínuo de agressão doméstica, em 2013, 70% dos casos de violência física tinham como vítimas mulheres. Além disso, entre essas, 41,6% eram negras e 39,5%, brancas. Mostrando que a crueldade contra mulher segue os padrões de raça também. Citando Angela Davis “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, seguindo o pensamento da revolucionária, devemos trabalhar a mudança a partir desta camada da sociedade. E esta brutalidade sexista e racista vem aumentando em meio a pandemia do novo coronavírus, cresceu quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019 segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH).
Destarte vemos como a brutalidade contra a mulher é algo enraizado em nossa sociedade, e por mais que esteja crescendo em meio a hodierna pandemia, deve-se se atentar a violência contra mulher e seus efeitos a logo prazo, dessa forma cabe ao poder público, nomeadamente ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) criar políticas públicas massificadas em combate a agressão contra a mulher e simultaneamente aumentar a fiscalização em regiões marginalizadas, por meio da Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, diminuindo assim os casos de agressão a mulheres no Brasil, dando início a mudança na estrutura patriarcal do Brasil e na vida das mulheres brasileiras.