Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/10/2020
A violência doméstica, cujo índice tem se mostrado maior no período de quarentena, é um problema social muito presente na sociedade brasileira. Nos últimos 7 meses, os casos dessa violência aumentara em diversos estados brasileiros, já que as famílias vem sendo de certa forma “forçadas” a conviverem juntas, porém, independente do isolamento social, a violência não pode e não deve continuar.
Certamente, não é fácil estabelecer relações familiares dentro de casa todo dia, visto que normalmente não há esse convívio diário nas famílias, portanto, este fator se torna um motivo pleo qual a violência doméstica vem aumentando em nosso país. Segundo um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de ocorrências de violência contra a mulher aumentou em seis estados (São Paulo, Acre, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará), em comparação ao mesmo período em 2019. Só no Estado de São Paulo, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência.
O momento de tensão e convívio intenso em que o Brasil se encontra acaba por facilitar que se crie ou intensifique uma relação de violência dentro das famílias, porém é preciso que algo seja feito para deter essa situação, como anteriormente citado. Segundo a OMS, durante a pandemia, ações como impedir que a mulher lave a mão ou use sabonete e álcool em gel; disseminar informações erradas sobre a COVID e o isolamento como forma de controle; e não permitir comunicação com familiares por meio das redes sociais, são consideradas formas de violência. Sendo assim, apesar das ameaças, é necessário que a vítima denuncie e se pronuncie, para que algo seja feito a respeito.
Tendo o exposto, fica claro que a quarentena “facilita” que se instale ou que se expanda qualquer relação de violência na famílias ao redor do mundo, porém no Brasil, o número de casos aumentaram drasticamente, portanto é necessária intervenção do governo ou de ONGs colaborativas. Sendo assim, além do apoio da “famosa” Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340), o governo deve disponibilizar ambientes como sites, que abram caminho para a denúncia por meio da internet, facilitando o acesso à ajuda das mulheres brasileiras. É interessante ainda, que campanhas como a “Sinal Vermelho”, (que permite que mulheres vítimas de violência doméstica procurem ajuda em farmácias no Espirito Santo), sejam espalhadas pelo Brasil, afim de oferecer suporte às vítimas e diminuir a incidência da violência doméstica no país.