Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 15/10/2020

A violência doméstica em tempos de pandemia

A violência doméstica ocorre quando realiza-se ações contra a integridade física ou moral, principalmente de mulheres, mas também de homens, idosos e até mesmo crianças dentro de casa. A necessidade de aderir-se as medidas de isolamento, fortemente recomendadas por governos municipais e estaduais para combater a disseminação do novo coronavírus fez com que muitas famílias tivessem mais contato e ficando mais próximas, seja de maneira positiva ou negativa. O aumento da tensão dentro dos lares pode agravar diversos problemas já existentes, tendo como um dos principais deles a violência doméstica.

Antes da pandemia, essa problema já era bastante acentuado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, a cada dois minutos uma mulher realizava registro policial por violência doméstica no país. O Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), declarou que houve um aumento de mais de 50% no número de denúncias de violência doméstica desde o início da quarentena, em março.  Tal fato pode ser esclarecido por conta do convívio de muitas mulheres com seus maridos, pais e parceiros violentos, que faz com que haja uma tensão gerada por preocupações relacionadas à segurança, saúde e economia. A circunstância prejudica a denúncia, uma vez que há maiores limitações de circulação impostas às vítimas e, fora isso, há a interrupção de alguns serviços públicos de justiça e polícia.

Segundamente, temos como fator intensificador da desordem dentro de um lar, a saúde mental de diversos membros de uma mesma família durante a pandemia. Diversos estudos feitos na área da medicina e biologia apontam que os níveis de estresse e a presença de humor deprimido, afetam também os relacionamentos de diversos casais em suas casas.

Destarte, o MDH juntamente com o MEC deve desenvolver uma campanha que mostre o crescimento da violência doméstica e os transtornos psicológicos gerados pela quarentena, por meio de propagandas e publicações nas mídias como televisão, redes sociais, jornais impressos e rádios, a fim de conscientizar os indivíduos da importância de uma boa convivência em um âmbito familiar.