Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 15/10/2020
Primeiramente, a violência doméstica seria, segundo o Instituto Maria da Penha (IMP), qualquer tipo de ação que cause danos físicos, psicológicos, sexuais, morais, patrimoniais ou até morte, tendo como base o gênero do indivíduo. Também é de conhecimento geral que este é um problema já enraizado na nossa sociedade há muito tempo, e por isso temos que lutar para diminuir ao máximo, sendo assim é inadmissível que este número volte a crescer depois de tantos avanços.
O principal fator que fez com que a violência doméstica aumentasse durante este período de isolação social foi o fato de ficarmos muito mais tempo em casa do que antes e isso pode aumentar e muito as tensões entre os casais e as famílias, além de “facilitar” para que o agressor fique impune, uma vez que as mulheres vítimas deste ato tão desumano podem ficar com medo de sair de casa e correr o risco de se contaminar com o vírus, isso sem contar com toda a pressão social já existente.
Para acrescentar, com a quarentena, os meios de realizar uma “fuga” para fazer a denúncia ficaram mais escassos, uma vez que precisam de um motivo para sair de casa, pois se ficar claro que irão fazer a queixa provavelmente será motivo para mais uma agressão. Os números que comprovam este aumento são bastante assustadores, pois chegamos a ter um aumento perto da casa dos 50% nos socorros feitos em São Paulo (de 6.775 para 9.817), isso sem contar os casos de subnotificações, que são aqueles em que a mulher não consegue denunciar por uma série de acontecimentos como os citados acima.
Em suma, os principais obstáculos para se realizar a denúncia foram constados em torno do “sair da residência” até a delegacia ou outro lugar que realize isso. Tendo em mente isto, podemos concluir que a iniciativa vinda das farmácias de realizar também esse suporte e socorro da vítima através do X vermelho também é muito válido. Outra solução a ser tomada poderia ser de sites confiáveis, até mesmo de ONGs, que pudessem fazer a denúncia, uma vez que o maior problema é a locomoção.