Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 16/10/2020
A atual crise do coronavírus forçou os governos mundiais a decretar isolamento social. Essa medida ajuda a diminuir a proliferação do vírus, contudo, intensifica outros problemas ja existentes, como a violência doméstica, a qual tem aumentado e gerado debates.
Primeiramente, a violência doméstica é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, a qual subjuga e oprime as mulheres, como demonstram dados cedidos pela BBCBrasil, os quais dizem que em 2018 cerca de 1,6 milhão de mulheres foram espancadas e cerca de 37% das mulheres já sofreram assédio. Essa característica patriarcal da sociedade torna-se evidente ao avaliar a porcentagem de mulheres em cargos de chefia, que é de 19% apenas. Esse fato mostra que não haverá justiça as mulheres, pois não há representação delas em cenários de chefia e importância.
Ainda sob esse ângulo, a quarentena foi uma intensificadora dos casos de agressão nas casas devido a forçar a convivência dos agressores e das agredidas. A união dessa prisão vivida pelo sexo feminino com o aumento do consumo de álcool, como mostra a pesquisa Convid, a qual diz que o consumo diário de álcool aumentou 18% na quarentena, criam ambientes propícios à violência.
Mediante os fatos elencados, é evidente que a situação precária vivida pelas mulheres, causada por uma sociedade machista e opressora, acentuou-se no periodo de isolamento social. Mediante isso, o ministério da saúde juntamente a delegacia da mulher deve criar medidas de proteção a mulheres agredidas, como visitas semanais de forças policias para averiguar a segurança do lar. Não obstante, o governo deve investir na profissionalização e inclusão de mulheres em cargos de chefia, para assim além de gerar segurança imediata a essas pessoas, também melhorar a desigualdade feminina, para assim os casos de agressão serem menos frequentes.